Por que uma comunicação assertiva é essencial nas empresas

Por que uma comunicação assertiva é essencial nas empresas

Embora seja essencial no dia a dia das empresas, o trabalho em equipe nem sempre flui como deveria, prejudicando o andamento dos projetos e frustrando os envolvidos neles. A questão é que na maioria das vezes isso é resultado da falta de uma comunicação assertiva entre as pessoas. E foi sobre este tema que o engenheiro aeronáutico e astronauta brasileiro Marcos Pontes falou na Expogestão 2017, um dos maiores eventos de gestão e negócios do Sul do país, realizado no mês de maio, em Joinville (SC). Durante o evento, ele ressaltou a importância da comunicação para as relações humanas, tanto no lado pessoal quanto no profissional.

O astronauta explicou que o primeiro passo para ter uma comunicação assertiva é atentar-se a como algo será dito, pois uma forma errada pode dar novos sentidos para a mensagem original. Assim, a entonação, as palavras utilizadas e as expressões faciais, por exemplo, são elementos importantes para a construção de significados, podendo proporcionar efeitos diferentes para um mesmo conteúdo. Nesse ponto, é preciso considerar a personalidade do receptor, pois ela define como cada indivíduo reage a determinadas situações, além de impactar na forma como percebe o mundo.

“Cada um tem sua perspectiva, ou seja, sua própria maneira de enxergar as coisas”, disse. Por isso, identificar o perfil da pessoa ajuda a entender como ela lida, por exemplo, com uma situação de estresse e qual é a melhor maneira de se relacionar com ela. De acordo com Pontes, uma boa comunicação deve saber passar uma mensagem para diferentes personalidades, reduzindo ao máximo o nível de estresse. Esse princípio é a base de um método desenvolvido pelo psicólogo norte-americano Taibi Kahler com o objetivo de tornar a comunicação mais eficaz entre as pessoas.

PCM: ferramenta utilizada pela NASA para uma comunicação assertiva

O Modelo do Processo de Comunicação (do inglês, Process Communication Model), ou simplesmente PCM, foi uma ferramenta utilizada por mais de 20 anos pela NASA para selecionar os astronautas, ajudando a analisar se o perfil do candidato era compatível para a função a ser exercida. Segundo Pontes, essa mesma ideia pode ser aplicada em diferentes situações, inclusive corporativas, como no recrutamento de executivos e demais colaboradores ou na formação de uma equipe para determinado projeto. “Assim, coloca a pessoa certa no lugar certo, otimizando o trabalho em equipe”, explicou.

De acordo com esse modelo, existem seis tipos de personalidades: o promotor, o empático, o persistente, o espontâneo, o imaginador e o analítico. Cada pessoa tem todos os tipos, no entanto, os utiliza em níveis diferentes, sendo um deles predominante, constituindo a base da sua personalidade. Dessa forma, tanto o comportamento como a forma de ver o mundo são determinados por essa base. Esse método, entretanto, não se trata apenas de entender os outros, mas a si mesmo também: “Conhecer e gerenciar a si mesmo, gerenciar tensões e conflitos e adaptar a comunicação são chaves para melhorar a qualidade nas relações”.

O astronauta destacou também que o tipo de personalidade pode variar ao longo da vida, sendo determinado pelos eventos pelos quais o indivíduo passa. Além disso, é possível passear pelos diferentes tipos, dependendo do que a ocasião exige, e é por isso que uma pessoa mais analítica pode agir como uma imaginadora em dado momento, para alcançar determinado objetivo. Essa variação é, inclusive, a responsável por proporcionar uma comunicação assertiva e construir relacionamentos melhores.

Pontes também conversou com nossa equipe sobre o impacto de uma boa comunicação no ambiente empresarial. Confira a entrevista no vídeo abaixo!

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